O vento soprava suave pelas colinas de Montevino, carregando o perfume das videiras e o sussurro do tempo. As folhas, douradas pelo outono, se desprendiam lentamente dos galhos, dançando até repousarem sobre o chão fértil que há décadas recebia as bênçãos do sol toscano.
Chiara observava da varanda. A luz dourada do entardecer desenhava linhas suaves em seu rosto, agora marcado por rugas que o tempo havia traçado com delicadeza — como se a vida tivesse usado nela o pincel mais paciente.
Em suas