O amanhecer em Montevino era um quadro vivo. As colinas, banhadas pela névoa dourada, pareciam suspensas entre o céu e a terra. O aroma do mosto recém-fermentado se misturava ao canto dos pássaros, e o vento trazia consigo um sussurro antigo — o de todas as gerações que haviam amado e vivido naquele pedaço de mundo.
Chiara observava o nascer do sol da varanda principal, enrolada em um xale de lã. As taças de vinho da noite anterior ainda estavam sobre a mesa, com vestígios de risadas e lembranç