A chuva fina caía sobre os telhados de ardósia de Paris como se a cidade estivesse suspirando, lavando memórias antigas e despertando outras que Chiara acreditava ter guardado profundamente. O táxi parou diante do pequeno hotel boutique em Montmartre, exatamente o mesmo em que ela e a mãe se hospedaram na viagem que havia mudado sua vida quando era apenas uma adolescente cheia de sonhos.
A porta se abriu, e o vento gelado trouxe consigo o aroma de boulangerie, chuva e nostalgia.
— Bonjour, Pari