O vento que cruzava os vinhedos naquela manhã não era o mesmo de sempre. Trazia um cheiro diferente — uma mistura de lavanda, terra úmida e algo que nenhum Montevino conseguia nomear. Era como se o ar anunciasse silenciosamente: o tempo está mudando.
Chiara permaneceu de pé diante da janela do antigo escritório de Victor. O sol de outubro se filtrava pelas cortinas, desenhando sombras quentes no chão de madeira. Ela passava os dedos sobre a moldura da janela, repetindo sem perceber o gesto que