Dormir na suíte do harém foi uma decisão extrema, mas naquele momento, era o único lugar onde eu poderia ter um mínimo de silêncio.
Se eu voltasse para o meu quarto, Laura iria começar com seu show diário, e eu não tinha forças para lidar com mais nenhuma cobrança, drama ou chantagem emocional. Eu precisava respirar. Precisava de distância. Precisava reorganizar meus próprios pensamentos antes que tudo desmoronasse de vez.
Mas mesmo ali, envolto pelo silêncio profundo daquele setor reservado do palácio, o sono não veio como deveria. Quando finalmente peguei no sono, foi leve… quase um cochilo. Parecia que minha cabeça não conseguia desligar. A bagunça que estava a minha vida era tanta, que nem mesmo um homem cercado de luxo, poder e silêncio conseguia repousar.
Quando abri os olhos, o dia ainda estava nascendo. Aquela luz alaranjada e tímida atravessava as cortinas e me avisava que eu teria que levantar.
Espreguicei os ombros, sentindo o peso da noite mal dormida. Tinha a sensação d