CAPÍTULO 38

Decidi não assinar aquele contrato.

Não ainda. Nada mais poderia ser fora do meu tempo, tudo deveria estar sob o meu controle.

Carolina havia ultrapassado todos os limites. Estava esquecendo com quem estava lidando, esquecendo que eu não era um empresário qualquer, eu era um Sheik, dono de decisões que mudavam vidas, destinos e impérios.

E, de repente, parecia que ela acreditava que podia me conduzir pela coleira.

Eu precisava recuperar o controle.

Precisava lembrar a ela e ao mundo quem realmente detinha o poder.

Fechei o notebook e deixei o escritório, voltando para a ala principal do palácio. Assim que empurrei a porta do quarto, encontrei Laura sentada à beira da cama.

Ela estava imóvel.

Olhos vermelhos, fundos, como se tivesse passado a madrugada inteira chorando.

Havia um peso estranho no ar, tão denso que parecia empurrar minhas costas.

Ela ergueu o olhar.

Mas não era o olhar irritado, ciumento, instável de sempre.

Era um olhar… vazio. Um olhar que dizia que algo dentro dela si
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