O palácio estava silencioso, mas dentro de mim tudo parecia gritar. O sentimento amargo de ter sido forçado a negociar… tudo aquilo ricocheteava na minha cabeça como um martelo incansável.
Eu precisava respirar.
Eu precisava descarregar aquela tensão.
E eu sabia exatamente onde ir.
Atravessei os corredores extensos do palácio, cada passo ecoando nas paredes de mármore. A ala do harém ficava no extremo leste, afastada de tudo, isolada, como um mundo próprio, o mundo que eu havia criado.
Um lugar onde nenhuma discussão, nenhuma insubordinação e nenhuma ousadia chegavam.
Ali, tudo era silêncio, perfume e obediência.
Quando as portas se abriram, senti o cheiro familiar do incenso, das flores frescas e do óleo de âmbar que elas usavam na pele.
As concubinas estavam ali, enfileiradas como de costume, abaixando a cabeça assim que me viram entrar. Todas lindas, impecáveis, preparadas.
Mas minha escolha foi imediata.
Meus olhos pararam em Samirah.
Pele morena com um brilho dourado, olhos ame