CAPÍTULO 36

O palácio estava silencioso, mas dentro de mim tudo parecia gritar. O sentimento amargo de ter sido forçado a negociar… tudo aquilo ricocheteava na minha cabeça como um martelo incansável.

Eu precisava respirar.

Eu precisava descarregar aquela tensão.

E eu sabia exatamente onde ir.

Atravessei os corredores extensos do palácio, cada passo ecoando nas paredes de mármore. A ala do harém ficava no extremo leste, afastada de tudo, isolada, como um mundo próprio, o mundo que eu havia criado.

Um lugar onde nenhuma discussão, nenhuma insubordinação e nenhuma ousadia chegavam.

Ali, tudo era silêncio, perfume e obediência.

Quando as portas se abriram, senti o cheiro familiar do incenso, das flores frescas e do óleo de âmbar que elas usavam na pele.

As concubinas estavam ali, enfileiradas como de costume, abaixando a cabeça assim que me viram entrar. Todas lindas, impecáveis, preparadas.

Mas minha escolha foi imediata.

Meus olhos pararam em Samirah.

Pele morena com um brilho dourado, olhos ame
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