Na manhã seguinte, meu corpo parecia ter sido atropelado pelo próprio destino. Eu acordei com os olhos ardendo, a garganta seca e uma exaustão que não vinha só da falta de sono, vinha da falta de esperança.
Mas eu não tinha mais o direito de fraquejar.
Eu precisava trabalhar. Eu precisava pagar minha dívida. Eu precisava salvar minha mãe.
Fui para o banheiro como quem se arrasta para o campo de execução. Entrei na banheira e me submergi, tentando afogar a angústia, mas ela sabia nadar melhor do