Bella Romano
O peso da bandeja de prata em minhas mãos parecia maior do que os quilos de porcelana e comida. Eu estava parada diante da porta do meu próprio quarto, mas parecia que estava prestes a invadir um território desconhecido.
Respirei fundo, sentindo o perfume do café fresco se misturar ao aroma persistente de lavanda que sempre impregnava meus lençóis.
Eu não dormi. Passei a noite sentada em uma poltrona no canto, observando Matteo lutar contra a febre nas minhas sedas. O homem que todos não acreditavam que iria se casar comigo, e que o destino, ou a fúria de Rocco, transformou em meu guardião estava ali, vulnerável no meu refúgio.
Empurrei a porta com o ombro, tentando manter a elegância que minha linhagem exigia, mesmo com o coração martelando contra as costelas.
— Matteo, eu trouxe algo para você... — As palavras morreram na minha boca.
O ar sumiu dos meus pulmões. Matteo não estava na cama. Ele estava de pé, de costas para mim, lutando para subir a calça de lin