Matteo Vittielo
A dor no meu abdômen e na perna não era nada comparada à queimação que eu sentia no peito ao ver Bella me observando. Eu podia ver as engrenagens na cabeça dela girando, tentando decifrar o enigma que eu era. Ela queria saber da minha família, do meu passado... como se houvesse algo além de fumaça e pólvora para contar.
Tentei me levantar daquela poltrona maldita. O veludo parecia me prender, uma armadilha de luxo que eu não podia me dar ao luxo de aceitar. No momento em que firmei o pé no chão, meu quadril protestou com uma fisgada que fez minha visão escurecer por um milésimo de segundo.
— Matteo! — O grito dela foi um sussurro urgente.
Antes que eu pudesse cambalear, senti as mãos de Bella em mim. Ela era pequena perto de mim, mas a firmeza com que me segurou me surpreendeu. Um braço dela passou pela minha cintura, e o outro buscou apoio no meu ombro nu. O perfume dela, algo que lembrava flores cítricas e sofisticação, invadiu meus sentidos, nublando meu ju