Vincenza Mancini
O silêncio do meu ateliê, logo após Antônio sair para caçar quem quer que tivesse armado aquela emboscada, era sufocante. Olhei para as sedas rasgadas no chão, para o caos que eu mesma provoquei, e senti um nó na garganta que não era apenas raiva. Era pavor.
Pela primeira vez na vida, eu tinha me visto desaparecer. Aquela mulher que, pela manhã, disse "sim" para as mães, que aceitou flores que odiava e que se deixou murchar diante de uma foto... aquela não era eu. Era o fantas