Aurora Vitorino
O sol da manhã seguinte não pediu licença. Ele invadiu meu quarto com uma claridade impiedosa, lembrando-me de que a trégua nos braços de Luigi fora apenas um parêntese em um roteiro de espionagem. Eu ainda sentia o rastro do beijo dele na minha pele, mas minha mente já estava quilômetros à frente, no banco de trás do Porsche negro.
Eu precisava daqueles relatórios. O envelope pardo era agora o meu bem mais precioso e a minha maior evidência de traição.
Vesti algo prático e