Scarlett Johnson
O quarto estava mergulhado em uma penumbra luxuosa, iluminada apenas pelas brasas baixas na lareira e pelo brilho pálido do luar que atravessava as cortinas de veludo. O silêncio da mansão Mancini, após aquele jantar barulhento e carregado de significados, parecia pesado, quase sólido. Luigi finalmente havia pego no sono em seu berço ao lado da nossa cama, um anjinho alheio às tempestades que seu pai e eu estávamos provocando no horizonte.
Eu estava sentada na borda da cama, observando Rocco. Ele já havia se despojado do paletó do terno e da gravata. Com as mangas da camisa branca dobradas até os cotovelos, ele parecia menos o Dom implacável que comandava a mesa de jantar e mais o homem que eu aprendi a amar entre sussurros e perigos. Mas, mesmo em um momento de repouso, havia uma tensão em seus ombros, uma prontidão que nunca o abandonava.
Meu coração martelava contra as costelas. Havia uma pergunta entalada na minha garganta desde que cruzamos a porta da ala leste,