Vincenza Mancini
O lustre de cristal acima da mesa de jantar no Il Teatro oscilava levemente, mas era a minha visão que começava a trair a realidade. Milão, vista pelas janelas de vidro do restaurante mais exclusivo da cidade, parecia uma pintura borrada de luzes douradas e sombras cinzentas.
Eu estava sentada em frente a Julian Vane. O homem que, até uma hora atrás, eu chamava de "meu passaporte para a liberdade". Ele sorria, um sorriso polido e britânico que não alcançava seus olhos, que ago