O palácio era grande demais. E silencioso demais.
Andava pelos corredores largos como quem desfia pensamentos. Cada tapeçaria contava uma história antiga, cada escultura parecia vigiar. Passei os dedos pelas colunas de pedra, absorvendo a frieza dos séculos.
Minha presença ali era discreta. Eu não fazia parte da corte, nem das moças convidadas para o baile. Eu apenas observava — e, em parte, isso me agradava.
Virei um corredor e, antes que pudesse perceber, quase colidi com ele.
Kael.
Seu porte