Kael ficou parado na soleira da porta por um instante que pareceu um desafio silencioso. Seus olhos não desviavam do vestido, do decote, da determinação que eu sabia que ele preferia esconder.
— Está pronta para virar alvo? — ele perguntou, a voz baixa, quase um aviso.
Eu não respondi. Não precisava. A sensação era clara demais. O baile não seria uma celebração, mas uma arena onde minha presença seria interrogada, analisada, até ameaçada.
Quando chegamos ao Salão do Luar, as luzes pareciam mais