Depois que Kael se foi, caminhei em silêncio pelos corredores frios do palácio. As janelas filtravam a luz da manhã, tornando o dourado das tapeçarias ainda mais intenso. Tudo ali parecia quieto demais, como se o ar prendesse a respiração.
Bati na porta do quarto onde Mirena estava. Antes que pudesse chamar, sua voz soou firme:
— Entra, Elisa. Já passou da hora.
Empurrei a porta devagar. Mirena estava de costas, mexendo em ervas secas espalhadas sobre a mesa. O cheiro de lavanda e raiz doce pre