A lua estava alta quando decidi treinar sozinha.
Não conseguia dormir. O anúncio do baile ainda ecoava dentro de mim como um presságio — um aviso de que nada estava realmente sob controle. Nem mesmo eu.
O salão estava vazio, silencioso, com sombras compridas dançando nas paredes. Peguei o bastão de madeira e comecei a repetir os movimentos que Mirena ensinara. Braço. Ombro. Torção. Passo. E de novo. De novo. Até doer.
Foi quando ouvi o som.
Não era um ruído alto. Apenas o leve deslocar de ar, c