As horas avançaram devagar, como quem não queria atrapalhar o reencontro. A luz suave da manhã atravessava as frestas da janela, aquecendo o quarto frio e silencioso. Tudo parecia suspenso, como se o tempo soubesse que um milagre prestes a acontecer merecia respeito.
Uma batida suave na porta quebrou a quietude. Não era médica, nem enfermeira. Era um som diferente — tímido, mas carregado de urgência.
— Com licença? — disse Clara, a babá, com Gabriel nos braços.
O menino estava inquieto. Vestia