O som do tiro ainda ecoa quando o mundo parece desacelerar.
Tudo fica lento.
Pesado.
Irreal.
Ares está na minha frente, o corpo rígido, a respiração presa por um segundo longo demais. Meus olhos percorrem ele rapidamente, desesperados, procurando… entendendo.
Sangue.
Escuro.
Se espalhando pela lateral do abdômen.
— Não… — minha voz sai fraca, quase inaudível.
Ele ainda está de pé.
Mas eu vejo.
Eu sinto.
Aquilo foi grave.
— Ares! — grito, correndo até ele.
Ele tenta se manter firme