A respiração ofegante ainda doía no peito. Minhas mãos tremiam. Meus olhos estavam inchados de tanto chorar, e meus joelhos mal sustentavam o corpo. Mas eu continuei andando. Sem rumo. Só queria sair de perto daquela escola, daquela vida.
Virei duas esquinas, cortei caminho por um beco que eu conhecia desde pequena, e fui parar no único lugar que me trazia um pouco de paz: a velha lanchonete da dona Cida.
Era um lugar simples, mas tinha cheiro de infância. Meus pais costumavam me levar lá aos sá