O tempo em Arkhadia parecia ter outra medida. Os dias amanheciam envoltos em uma névoa perolada e terminavam com um céu tingido de lilás. O castelo, em sua imponência serena, não era uma prisão — mas um refúgio. E, ainda assim, para Clarice, acostumada à dureza da solidão, cada gesto de bondade era quase um espinho na pele. Um lembrete de que ela não sabia como... ser cuidada.
Ela passava a maior parte do tempo na varanda de seu quarto, coberta por mantas suaves e cercada por almofadas que Mar