HELOÍSA
Eu sempre gostei de buscar Kitana na escola.
Era um ritual simples, mas que, para mim, tinha um significado enorme. O portão azul-claro, as paredes decoradas com desenhos infantis, o cheiro de tinta guache misturado com lanche da tarde, as mães e babás espalhadas pela calçada esperando seus pequenos saírem em disparada… Era naquele momento que eu me sentia, de alguma forma, pertencente.
Naquele dia, no entanto, algo estava diferente.
Assim que André estacionou o carro em frente ao colég