— Ai, meu Deus... — murmurou, apavorada, enquanto tentava se equilibrar.
Um grito escapou-lhe da garganta quando se abaixou e agarrou o pé. A ponta aguda e quente queimou-lhe a mão também, arrancando outro gemido de dor.
Um turbilhão de imagens horríveis invadiu sua mente: uma cobra escondida na grama, um escorpião venenoso prestes a matá-la.
Desesperada, começou a sacudir a mão de forma histérica, como se pudesse se livrar da dor só com aquilo.
De repente, dedos firmes prenderam seu pulso.