Paloma abriu os olhos devagar. A claridade suave da manhã atravessava as cortinas do quarto, desenhando linhas douradas sobre os lençóis. A primeira coisa que viu foram os olhos de César, fixos nela. Ele não se moveu, não piscou. Apenas a observava, como se buscasse decifrar cada traço seu.
— Há quanto tempo está me olhando assim? — perguntou, a voz ainda rouca de sono.
Ele não respondeu. Apenas se inclinou e a beijou de repente, com urgência contida. Antes que Paloma tivesse tempo de assimilar