Paloma parou no batente, o corpo rígido, o coração martelando no peito.
Ali estava ele.
César Monteiro, sentado em uma das cadeiras de reunião, os cotovelos firmes nos braços, o olhar fixo nela. O mesmo olhar de desconfiança que a atingira no primeiro dia em que se conheceram, quando a tratara com desdém e ironia. O tempo parecia ter dado voltas apenas para trazê-los de volta àquele ponto — mas agora havia algo diferente: uma ferida exposta entre os dois, que latejava em silêncio e queimava mai