Paloma respirava fundo, as mãos úmidas agarradas à bolsa, enquanto esperava o interfone chiar. Do lado de dentro, vozes misturadas a risadas se aproximavam. Música suave escapava pela janela aberta da sala, um piano acompanhado por violinos, como se o ar carregasse uma elegância que não combinava com a poeira da rua onde ela estava.
Não parecia uma tarde comum.
O portão se abriu apenas o suficiente para que uma figura surgisse na fresta. Leliana.
Estava impecável. O vestido de seda azul delinea