A terra que o vento arrastava batia com violência no para-brisa do carro, como se a natureza quisesse refletir o próprio turbilhão de emoções que se agitava dentro de Paloma.
O sertão estava irreconhecível. Sons de folhas secas sendo arrancadas, o zunido constante do vento, o estalo das portas malfeitas das casas que batiam sem parar... tudo se misturava em uma sinfonia desordenada e inquietante.
As mulheres corriam para tirar as roupas dos varais, tentando evitar que as peças voassem pelo terr