O silêncio entre os dois só era quebrado pelo som da água em volta. O coração de Paloma batia descompassado, como se ela estivesse prestes a atravessar um limite invisível do qual não haveria retorno.
Ela abriu a boca, sufocando uma exclamação. César riu baixinho, um riso carregado de malícia. Ela percebeu que ele tinha dito aquilo apenas para provocá-la.
— Você não presta — murmurou, encarando-o com olhos arregalados.
— Só estou sendo sincero — respondeu, ainda sorrindo. — E você adora isso.
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