Capítulo 18

Ela estava furiosa. Indignada com ele, por ser casado e ainda ter tido a audácia de tentar beijá-la, e indignada consigo mesma por, por um instante, quase ter cedido.

Não era esse tipo de mulher. Não seria.

— Paloma, onde pensa…

Ele a alcançou em poucos passos.

No momento em que ela se virou para abrir a porta do carro, sentiu o puxão brusco.

O som do tecido se rasgando foi tão seco e violento que pareceu o estampido de um tiro.

O silêncio que se seguiu foi sufocante.

Paloma o encarou, horrorizada, o sangue fervendo nas veias. Agarrou com força os pedaços da blusa, tentando cobrir o sutiã transparente que ele havia exposto.

— Como ousa! — cuspiu as palavras, mais como um ataque do que como uma pergunta.

— Eu não sabia que você…

— Você acha que pode tudo? Eu odeio você!

— Me escuta.

Mas Paloma não quis ouvir mais nada. Escancarou a porta do carro, entrou e bateu-a com tanta força que o som ecoou pelo pátio. Arrancou em seguida, o motor rugindo como se compartilhasse sua raiva. Pelo ret
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