Mundo de ficçãoIniciar sessãoAyla Morgan sempre foi diferente. Órfã desde os sete anos, ela carrega um mistério que nem ela mesma compreende: por que sua mente é um santuário impenetrável? Por que sua presença desperta tanto fascínio quanto perigo? Quando Dorian Valecliff chega a Ravenmoor com sua enigmática família, Ayla se vê presa entre dois mundos que não deveria conhecer. De um lado, Kai Blackwood, seu protetor de anos, esconde segredos sobre o passado dela que podem mudar tudo. Do outro, Dorian a observa com uma intensidade perturbadora, incapaz de ler seus pensamentos pela primeira vez em quase dois séculos. Mas há algo muito maior em jogo. Forças obscuras a espreitam nas sombras, sedentas pelo que corre em suas veias. Algo que ela nem sabe que possui. Algo pelo qual estão dispostos a matar. Em uma cidade onde vampiros e lobisomens coexistem em trégua frágil, Ayla descobrirá que sua origem não é apenas um mistério — é uma maldição. E que o maior perigo pode não vir de fora, mas do próprio sangue que a mantém viva.
Ler mais— Era. — Ele confirmou. — Mas quando seu pai caiu, tudo mudou. E eu... eu recusei. Disse que não ia forçar alguém a me amar só porque foi decidido por outros.— Você... você me deixou ir?— Deixei. Porque amor deve ser escolha. Não obrigação. — Ele tocou meu rosto. — E eu queria que você tivesse isso. Liberdade. Algo que o céu nunca dá.Lágrimas desceram pelo meu rosto.— Obrigada. Por me libertar.— De nada. — Ele limpou minhas lágrimas. — Mas os outros anjos... eles não pensam assim. É por isso que anjos caídos e celestiais não podem se encontrar. Porque haveria guerra. Pelo controle. Pela liberdade. Por *você*.— Eu?— Você é a última Nephilim conhecida. — Ele disse seriamente. — O céu vai querer te controlar. Te usar. Te forçar a voltar. E eu não vou deixar.— Então... eu estou em perigo? Do céu também?— Sim. Mas não enquanto eu estiver vivo. — Ele prometeu. — Eu te protejo. Sempre.***Dias depois, Azrael me deu uma pausa.— Você precisa descansar. Viver. Ser uma garota normal p
No dia seguinte, o treinamento intensificou.Azrael me levou de volta à clareira, mas dessa vez, havia algo diferente no ar.— Hoje vamos mais fundo. — Ele disse, traçando novas runas no chão. — Vou te mostrar o que você realmente é capaz. E vou mostrar meus próprios poderes também. Para você entender o que significa ser meio anjo.— O que você consegue fazer?Azrael sorriu.— Observa.Ele estendeu a mão, e de repente, o ar ao redor se encheu de luz prateada.Não era como a minha — dourada e quente. A dele era fria. *Mortal*.Raios de luz dispararam de suas mãos, atingindo árvores ao redor. Elas explodiram em chamas prateadas que não queimavam — apenas *desintegravam*.— Esse é um dos meus poderes. — Ele explicou. — Destruição divina. Mas também posso curar.Ele tocou uma árvore danificada, e instantaneamente ela se regenerou.— E voar, claro. — Suas asas negras se materializaram. — Além de sentir emoções. Influenciá-las, se eu quiser. E ver o passado de alguém apenas tocando-o.Meus
Pulsando dentro de mim como um segundo coração.— Agora. — Azrael disse suavemente. — Chame ela. Gentilmente. Não force. *Convide*.Respirei fundo e me abri.A luz veio. Devagar dessa vez. Suave.Minha pele começou a brilhar. As mãos. Os braços.— Ótimo. — Azrael sorriu. — Agora as asas. Chame-as.Hesitei.— E se eu não conseguir retraí-las?— Você vai. Porque eu vou te ensinar. — Ele tocou minhas costas. — Agora. Chame.Fechei os olhos e *quis*.Senti a energia se acumulando nas minhas costas. Rasgando. Não doloroso, mas... *estranho*.E então elas apareceram.Translúcidas. Brancas e douradas. Enormes.Abri os olhos e olhei por cima do ombro.*Minhas asas.*— Lindas. — Azrael sussurrou. — Exatamente como as do seu pai.— Ele... ele tinha asas?— Tinha. Brancas puras. As minhas eram iguais, antes de eu cair. Agora são... diferentes. — Ele mostrou as próprias, se materializando. Negras com reflexos prateados. — Mas ainda funcionam.Olhei para ele, maravilhada.— Você pode voar?— Posso
Azrael chegou ao amanhecer.Eu estava na varanda da mansão dos Valecliff, nervosa, quando senti.Uma presença. Poderosa. *Antiga*.Olhei para o céu e vi.Uma figura descendo. Não voando — simplesmente *flutuando*.Asas enormes. Não translúcidas como as minhas, mas sólidas. Negras como a noite, com reflexos prateados.Ele pousou suavemente no gramado, as asas se retraindo e desaparecendo.E então eu vi o rosto dele.*Lindo.*Não havia outra palavra. Ele era... angelical, literalmente.Cabelo negro até os ombros. Pele bronzeada. Olhos prateados que brilhavam sob a luz do sol. Alto — devia ter uns dois metros. Corpo esculpido, visível mesmo sob as roupas escuras que usava.E havia algo nele. Uma aura de poder. De *perigo*.Mas também de... tristeza.— Ayla Morgan. — Ele disse, a voz profunda, melodiosa. — Filha de Samuel e Helena. Finalmente.— Você... você é Azrael?— Eu sou. — Ele se aproximou devagar, como se tivesse medo de me assustar. — E vim cumprir a promessa que fiz ao seu pai.
Último capítulo