No dia seguinte, o treinamento intensificou.
Azrael me levou de volta à clareira, mas dessa vez, havia algo diferente no ar.
— Hoje vamos mais fundo. — Ele disse, traçando novas runas no chão. — Vou te mostrar o que você realmente é capaz. E vou mostrar meus próprios poderes também. Para você entender o que significa ser meio anjo.
— O que você consegue fazer?
Azrael sorriu.
— Observa.
Ele estendeu a mão, e de repente, o ar ao redor se encheu de luz prateada.
Não era como a minha — dourada e quente. A dele era fria. *Mortal*.
Raios de luz dispararam de suas mãos, atingindo árvores ao redor. Elas explodiram em chamas prateadas que não queimavam — apenas *desintegravam*.
— Esse é um dos meus poderes. — Ele explicou. — Destruição divina. Mas também posso curar.
Ele tocou uma árvore danificada, e instantaneamente ela se regenerou.
— E voar, claro. — Suas asas negras se materializaram. — Além de sentir emoções. Influenciá-las, se eu quiser. E ver o passado de alguém apenas tocando-o.
Meus