Encontraram o corpo na quinta-feira de manhã.Não era ninguém que eu conhecesse bem. Maya Sorensen, dezesseis anos, cabelo ruivo, ficava sempre no fundo da sala de história. Quieta, discreta, o tipo de menina que passava pelos corredores sem que ninguém prestasse muita atenção. Até uma equipe de resgate a encontrar no limite da floresta, com marcas que o xerife local descreveu para a imprensa como "ataque de animal".Ravenmoor ficou em silêncio por um dia inteiro.Depois começou a falar.Eu ouvia fragmentos no corredor, na lanchonete, nos banheiros da escola — do jeito que rumores crescem em cidades pequenas, por camadas, cada versão um pouco mais distorcida que a anterior. Diziam que as marcas eram profundas demais para ser lobo. Diziam que ela tinha sido encontrada sem... Não. Eu cortava o pensamento antes de terminar.O que me perturbava de verdade não era o rumor.Era que, desde que a notícia chegou, Kai havia sumido de si mesmo.Não do mundo — ele apareceu na escola, sentou do meu
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