Pulsando dentro de mim como um segundo coração.
— Agora. — Azrael disse suavemente. — Chame ela. Gentilmente. Não force. *Convide*.
Respirei fundo e me abri.
A luz veio. Devagar dessa vez. Suave.
Minha pele começou a brilhar. As mãos. Os braços.
— Ótimo. — Azrael sorriu. — Agora as asas. Chame-as.
Hesitei.
— E se eu não conseguir retraí-las?
— Você vai. Porque eu vou te ensinar. — Ele tocou minhas costas. — Agora. Chame.
Fechei os olhos e *quis*.
Senti a energia se acumulando nas minhas costas. Rasgando. Não doloroso, mas... *estranho*.
E então elas apareceram.
Translúcidas. Brancas e douradas. Enormes.
Abri os olhos e olhei por cima do ombro.
*Minhas asas.*
— Lindas. — Azrael sussurrou. — Exatamente como as do seu pai.
— Ele... ele tinha asas?
— Tinha. Brancas puras. As minhas eram iguais, antes de eu cair. Agora são... diferentes. — Ele mostrou as próprias, se materializando. Negras com reflexos prateados. — Mas ainda funcionam.
Olhei para ele, maravilhada.
— Você pode voar?
— Posso