capítulo 78

– O PESO DO QUE NÃO SE DIZ

A casa acordou envolta em um silêncio espesso.

Não era o silêncio da tranquilidade, mas aquele que se forma quando palavras importantes deixam de ser ditas e passam a ocupar espaço demais dentro das pessoas.

Ana foi a primeira a levantar.

Preparou o café de Téo, organizou a mochila, revisou a agenda da escola e manteve o rosto sereno — um exercício diário de autocontrole. Ela aprendera, nos últimos dias, que sobreviver naquele ambiente exigia mais do que paciência: exigia estratégia emocional.

Téo percebeu.

— Você tá diferente — disse ele, enquanto comia o pão.

— Diferente como? — perguntou Ana, sorrindo.

— Mais quieta. Mas não triste.

Ela se agachou à frente dele.

— Às vezes a gente fica quieto porque está ficando mais forte por dentro.

Ele pensou por alguns segundos.

— Tipo quando eu aprendo algo difícil?

— Exatamente assim.

Na sala, William descia as escadas quando ouviu a conversa.

Parou no último degrau.

Observou Ana com Téo.

A naturalidade. O cuidado.
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