– QUANDO O SILÊNCIO VIRA FORÇA
ANA
A casa continuava a mesma.
Os corredores. Os móveis. Os horários.
Mas tudo havia mudado.
Eu sentia isso no ar.
Nos olhares que não vinham. Nas conversas que cessavam quando eu entrava. No cuidado excessivo de Daiane, agora sempre presente, sempre doce, sempre… visível.
Eu me tornei invisível.
E, pela primeira vez desde que cheguei ali, entendi o peso disso.
No café da manhã, Daiane se sentava ao lado de William. Falava sobre reuniões, agendas, decisõe