CAPÍTULO 37 – LINHAS INVISÍVEIS
ANA
O silêncio daquela casa nunca foi realmente silencioso.
Naquela manhã, ele tinha peso.
Theo estava sentado no tapete da sala, montando um quebra-cabeça com a concentração absoluta que só uma criança tem. Eu observava, tentando ignorar a sensação de estar sendo… observada.
William estava ali.
Não perto.
Não longe.
Presente demais.
— Você não dormiu bem — ele disse, sem me olhar.
— Dormi o suficiente — respondi.
— Não parece.
Levantei devagar.
— William, se que