Arthur sempre acreditara que o orgulho era uma forma de proteção. Não aquele orgulho barulhento, arrogante, mas o silencioso — o que se disfarça de autocontrole, de racionalidade, de “eu dou conta sozinho”. Durante anos, ele o carregara como um escudo, convencido de que manter as rédeas firmes impediria novas perdas.
Naquela manhã, porém, o escudo pesava. O desenho de Sofia permanecia visível na estante do escritório, impossível de ignorar. Arthur o observou por alguns segundos antes de sair de