O sinal da escola tocou como sempre — alto, vibrante, libertador. Crianças correram pelos corredores com mochilas balançando nas costas, risadas soltas no ar e planos urgentes sobre o que fariam à tarde. Sofia vinha no meio do fluxo, o laço do cabelo já um pouco torto, os olhos brilhando como quem carrega um segredo grande demais para caber no peito. Ela havia contado. Para as amigas, para a professora, para o menino da carteira ao lado.
— Eu vou ser irmã mais velha! — repetira, com orgulho sol