CAPÍTULO 33 - CORRENDO RISCOS

Arthur percebeu que quebrar o orgulho não era o fim, era o começo de algo ainda mais assustador. Correr riscos significava agir sem garantia, sem saber se o outro estaria disposto a atravessar junto. Para alguém que sempre calculou perdas antes de qualquer movimento, aquilo parecia andar sem chão.

Naquela noite, sentou-se ao lado de Sofia enquanto ela fazia a lição, o desenho emoldurado ainda estava ali, silencioso, observando.

— Papai... — chamou, sem tirar os olhos do caderno — Você vai parar
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