Arthur percebeu que quebrar o orgulho não era o fim, era o começo de algo ainda mais assustador. Correr riscos significava agir sem garantia, sem saber se o outro estaria disposto a atravessar junto. Para alguém que sempre calculou perdas antes de qualquer movimento, aquilo parecia andar sem chão.
Naquela noite, sentou-se ao lado de Sofia enquanto ela fazia a lição, o desenho emoldurado ainda estava ali, silencioso, observando.
— Papai... — chamou, sem tirar os olhos do caderno — Você vai parar