Helena nunca soube viver pela metade, nem antes de Arthur, nem depois. Mesmo agora, grávida, com uma casa nova, estabilidade financeira e um marido que ocupava a cadeira de CEO com a mesma firmeza com que segurava sua mão, ela não conseguia se encaixar na ideia silenciosa que o mundo parecia sugerir: a de que poderia simplesmente descansar na segurança do sobrenome Monteiro. Não era sobre dinheiro, era sobre identidade, ela chegou ali como babá de Sofia.
Lembrava-se perfeitamente do primeiro di