CAPÍTULO 30 - SOFIA ADORMECE CHORANDO

Sofia não chorou quando apagou a luz, ela esperou. Ficou deitada de lado, abraçando o travesseiro como se fosse algo vivo, contando mentalmente os sons da casa. O relógio da sala, o elevador distante, os passos do pai indo e voltando no corredor. Ela sabia quando Arthur estava inquieto.

— Papai? — chamou, baixo.

Arthur apareceu na porta segundos depois, o rosto cansado demais para fingir.

— O que foi, meu amor? — Sofia deu de ombros.

— Você pode ficar aqui um pouco?

Arthur sentou-se na beira da cama, como fazia quando ela era menor. Passou a mão pelos cabelos dela, repetindo o gesto que sempre funcionara. Mas não funcionou.

— Você está triste. — disse, olhando o pai.

— Um pouco. — ele respondeu.

— É por causa da Helena?

Arthur não mentiu.

— É.

Sofia virou o rosto para a parede.

— Ela não vem mais?

A pergunta não era acusação. Era medo. Arthur respirou fundo.

— Eu não sei. — respondeu, sincero — Mas ela gosta muito de você.

— Gostar não faz as pessoas ficarem. — Sofia murmurou.

Arthur
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