Helena não anunciou a decisão, ela simplesmente começou a viver como quem já não espera.
A mudança foi sutil, quase imperceptível para quem não prestasse atenção. O despertador tocava no mesmo horário, o café era preparado do mesmo jeito, os dias seguiam com aparência de normalidade. Mas havia algo diferente no ritmo — um silêncio interno que não pedia resposta. Ela aceitou mais turnos no novo trabalho. Preencheu as noites com compromissos simples: caminhadas longas, aulas que sempre adiara, co