CAPÍTULO 146 - ECOS ANTIGOS

A antiga mansão Monteiro carregava um tipo de silêncio diferente, não era abandono, era memória.

Os corredores longos ainda guardavam o eco de passos apressados, reuniões tensas, risadas ocasionais que tentavam aliviar o peso das decisões tomadas ali dentro. A casa permanecia impecável — não por ostentação, mas por respeito à história que carregava.

Naquela tarde, o portão principal se abriu sem aviso prévio. O carro escuro atravessou a alameda de pedras com lentidão calculada, como se quem est
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