POV: Rafaella Ferraro
O quarto parecia quente demais. Ou era eu.
Cada centímetro da minha pele parecia pulsar, latejar, implorar pelo toque dele. Já fazia dias que eu lutava contra esse desejo — mas hoje... hoje estava impossível.
Fechei as cortinas, apaguei as luzes e caminhei até o banheiro. Abri a torneira da banheira e deixei a água cair, sentindo o vapor se erguer lentamente. Despi-me como se estivesse me livrando de um fardo e sentei na borda, observando a espuma se formar com lentidão