Ponto de Vista de Dona Giulia Bianchi
A noite ainda carregava os perfumes intensos das rosas vermelhas e dos girassóis que adornavam cada canto da residência Bianchi. Para muitos, era apenas um jantar de noivado. Para Giulia, era muito mais. Era o início de uma nova era — uma geração que ousava sonhar com amor em um mundo moldado por sangue e estratégia.
Ela estava encostada em uma das grandes colunas da varanda, uma taça de vinho esquecida entre os dedos, quando viu Matteo seguir Erich para fora do salão. Reconhecia aquela expressão no rosto do filho mais velho — dura, contida, estrategicamente fria. A mesma que o pai dele usava antes de tomar decisões irreversíveis.
Giulia avançou lentamente, os passos silenciosos como só uma mulher experiente sabia caminhar. Parou antes de ser vista, escondida por uma das cortinas longas da sala de estar. Observou os dois homens na varanda.
Não conseguiu ouvir tudo, mas captou o suficiente.
As palavras “Chiara”, “aliança” e “moeda” cortaram como na