A lua ainda brilhava sobre o campo devastado, mas o brilho já não era de triunfo. Era inquieto, pesado, como se o próprio céu soubesse que a guerra vencida não bastava para selar paz alguma. Debaixo dessa luz instável, eu ouvi as matilhas murmurando entre si, divididas, exaustas, feridas demais para celebrar, revoltadas demais para ficarem caladas.
Os sobreviventes respiravam medo.
Medo do futuro.
Medo do vazio de liderança.
Medo uns dos outros.
A presença da lua os mantinha em silêncio. Mas nã