A claridade que rasgou o teto se recolheu do mesmo jeito que veio, como se a noite tivesse engolido um relâmpago inteiro e guardado os estilhaços para depois. O templo respirava em intervalos curtos, e eu também. A pedra sob minhas costas parecia ter aprendido meu pulso, martelando com ele, como se quisesse convencer o corpo a desistir.
Os acólitos fecharam as aberturas com painéis de ferro forjado. O brilho do lado de fora virou filetes, e a lua restou apenas como lembrança no cheiro do ar. O