Capítulo 82

Acordei com o gosto da prata na língua.

Era como lamber gelo e prego ao mesmo tempo.

O primeiro impulso foi cuspir, mas a boca estava seca, a garganta arranhando como se eu tivesse engolido areia.

Abri os olhos devagar e a luz me feriu por dentro, uma claridade azulada que não era de fogo nem de dia, uma luz fria de lâmina lavada.

Eu estava deitada sobre pedra.

A pedra respirava umidade.

Por baixo dela havia algo vivo, um pulsar lento, como se o templo fosse um animal antigo, adormecido, que so
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