A lua estava inteira.
Suspensa no céu como um coração aberto, derramando sua luz sobre nós.
O lago refletia o brilho prateado, e o vento trazia o perfume úmido das folhas e da terra queimada.
Era como se o mundo nos observasse — silencioso, em expectativa.
Danilo continuava diante de mim, o rosto iluminado pelo luar.
O fogo em sua pele havia se apagado, mas a marca dourada ainda pulsava, viva.
A luz se movia sob sua pele como sangue quente, seguindo o mesmo ritmo do meu coração.
Eu sabia porque